Esta instrução foi dada ao profeta Samuel, quando iniciado o processo de unção do novo Rei de Israel.
Duas coisas me chamam atenção aqui:
Primeira, o fato do nosso Deus, enfaticamente, categorizar como falha a visão humana, quanto à percepção em definir quem é de fato dEle. Deus quer dizer que a natureza humana não é atenta para a verdadeira Unção e, portanto, propensa a seguir e definir erroneamente pelo que vê, para saciar a si mesmo. É o próprio Deus que afirma esta concepção! Daí já dá para entender o perigo desta falta de discernimento com trágicas consequências.
Como exemplo, recordo-me de um ex-barão da droga, um colombiano chamado Pablo Escobar, mais conhecido como o ‘Rei da Cocaína’. Ele gozava de grande popularidade por ter construído escolas, hospitais e casas aos pobres na Colômbia. Caridoso, não? Se não fosse o fato de ele, multiplicadamente, ter destruído incontáveis vidas e famílias no mundo todo através das drogas. Veja como a aparência de ‘fazer’ pode enganar.
A segunda é o fato de que, em Israel, a Unção para o rei era mais importante do que a coroa em si. Aliás, a coroa visível como ornamento somente era pensada após a Unção. A ordem de Deus para Samuel era ‘levar a Unção’ até Davi e não ficar preocupado com os pressupostos.
A Unção era, até então, a aprovação do seu Senhor para o servo ser usado para a finalidade exclusiva de Deus - a autoridade de Deus para realizar a Sua Vontade; uma capacitação Divina concedida pelo Próprio Espírito de Deus. A Unção não era propriedade do ungido, e sim do Galardoador!
A Unção é concedida enquanto o servo permanecer disponível ao seu Senhor. Não existe essa de deixar de ser servo e ‘carregar a unção’ com ele. Foi o caso de Saul, que ‘perdeu’ a unção mesmo após ter sido dada pelo Próprio Deus. A Unção nunca foi de propriedade de Saul.
Na minha adolescência, houve um pastor que eu muito admirava, mas que infelizmente saiu da Obra. Assim que ele saiu, fiquei um pouco inseguro. Era muito novo na fé. O ex-pastor, já fora da Igreja, ainda cruzava comigo de vez em quando, e eu não conseguia chamá-lo pelo nome próprio, apenas como ‘pastor’. As conversas dele eram sempre de forma a ser a vítima. Pessoas ao meu redor tentavam com que eu tivesse comiseração do ex-pastor e questionasse a Igreja. Obra do diabo!
Até que um ‘Ungido de Deus’, com educação e sem criticar o ex-pastor que havia saído, me ensinou sobre o mecanismo da unção e porque eu não deveria mais chamá-lo de pastor.
Em I Samuel 15, isso está registrado em detalhes. Nestes quase 30 anos que conheço a Universal, tive o privilégio de aprender isso logo cedo e me ajudou deveras.
A Palavra de Deus foi a minha bússola e arrimo. O Espírito Santo me ensinou a respeitar até um ‘caído’, mas jamais ser influenciado ou ludibriado por ele – quanto mais segui-lo!
Hoje existem muitos ‘caídos’ que pensaram que poderiam carregar um título de pastor ou bispo mesmo após terem perdido a Unção. Levam a aparência e a fala de servos, mas isentos da Unção. O que há é o desejo próprio de ‘provar que ainda são servos’, mas para benefícios próprios e para o lisonjear da vaidade, pois se quisessem mesmo salvar almas, jamais teriam saído de onde um dia contemplaram a Luz.
Mas o pior mesmo são os que ainda não nasceram de novo, pois são enganados por eles. Oro e trabalho para que, como eu tive esta misericórdia, tantos outros possam também encontrar o Espírito de Discernimento.
Colaborou: Bispo Marcelo Cardoso
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